Você já ouviu falar sobre adubo foliar?

Para uma lavoura se estabelecer e atingir seu máximo potencial produtivo, uma nutrição balanceada é fundamental. É através dela que se garante que os nutrientes essenciais irão sustentar e conduzir todo o desenvolvimento de uma cultura. 

A adubação convencional via solo é a prática mais aplicada para recuperar ou conservar uma fertilidade, proporcionando crescimento e bons resultados de produtividade. Porém, a adubação foliar tem ganhado espaço no mercado trazendo uma suplementação na nutrição de plantas. 

Mas afinal, o que é adubação foliar e quando esta deve ser utilizada? 

Nesse artigo você vai conhecer um pouco mais sobre essa forma de aplicação e considerações sobre seu manejo.

O que é adubo foliar

Considerada uma técnica complementar de nutrição, a adubação foliar consiste em fornecer nutrientes via pulverização no tecido foliar. 

Os nutrientes são absorvidos pelos estômatos através da pressão negativa ocasionada pela evapotranspiração, pela penetração via cutícula, camada cerosa presente na superfície das folhas ou, por rachaduras ou lesões causadas por algum dano físico como ilustrado na figura abaixo (Figura 1.)

Figura 1. Corta Transversal da superfície de uma folha. Rota de absorção. Fonte: Gomes, et al. (2009). 

O adubo foliar é uma solução nutritiva geralmente composta por macro e ou micronutrientes, direcionados a solucionar problemas pontuais, devido a sua rápida assimilação pelas folhas. 

Geralmente, as aplicações ocorrem em períodos críticos de crescimento ou em momentos em que haja uma demanda nutricional específica. Para o posicionamento adequado dos fertilizantes foliares, deve-se seguir a necessidade nutricional da cultura. 

A maneira mais pontual para quantificar a deficiência de nutrientes é através da análise do tecido foliar. 

Quais são os tipos de adubo foliar

Existem no mercado diversos tipos de adubo foliar sob a forma de sais e formulados. 

Produtos à base de sais derivam de óxidos, sulfatos, nitratos e cloretos e requerem um cuidado por parte do agricultor na hora escolher suas fontes levando em consideração: 

  • qualidade;
  • estabilidade de pH;
  • solubilidade;
  • teores de impureza entre outros. 

Quando se fala em adubos formulados, estes proporcionam mais segurança de aplicação. Trata-se de produtos com maior solubilidade, compatíveis em misturas e muitas vezes quelatizados (NTA, DPTA, EDTA, EDDHA). 

Quelatos de melhor qualidade garantem melhor absorção dos nutrientes, diminuem fatores de fitotoxicidade e evitam suspensões no fundo da embalagem (Figura 2.)

Figura 2. Esquema representativo de quelatização. Fonte: Staut, 1996.

Quando usar adubo foliar

Pode-se destacar vantagens na utilização de adubo foliar: 

  • em diagnósticos de deficiências nutricionais a resposta a aplicação foliar é de forma muito rápida; 
  • garante uma distribuição uniforme de nutrientes e em baixas dosagens; 
  • aplicações em estágios mais tardios do ciclo (florada, reprodutivo) são mais assertivos quando comparamos a aplicação tradicional via solo. 

Porém, se faz necessário que o produtor tome alguns cuidados para que a adubação foliar seja eficiente e que a planta consiga realizar o máximo de absorção de nutrientes.

Horário de aplicação pode comprometer o processo de pulverização

Durante o início do dia e ao anoitecer, as adversidades climáticas são menores com maior umidade relativa, menores rajadas de vento, menor temperatura, proporcionando maior tempo de vida da gota pulverizada e menos incidência de deriva. 

O aproveitamento dos nutrientes é de curto prazo

O adubo foliar deve ser aplicado em estágios fenológicos em que a planta consiga responder em aumento de produtividade. 

Uso de adjuvantes

Auxiliam na quebra da tensão superficial da gota sobre a folha proporcionando maior adesão e espalhamento da solução sobre o tecido foliar.

Alto custo com entradas extras, logística de aplicações na propriedade, idade do tecido foliar (folhas em desenvolvimento não possuem capacidade de absorção), menor poder residual de disponibilidade de nutrientes, incompatibilidade em mistura (adubos foliares são aplicados a defensivos agrícolas e requerem muita atenção na preparação da calda), regulagem dos equipamentos de pulverização estão entre as principais desvantagens dessa prática de aplicação.  

Desafios da adubação foliar com Boro 

O boro é um micronutriente essencial para as plantas, fundamental em diferentes fases do desenvolvimento e reprodução.  

Na maioria das plantas, o boro é transportado pelo xilema e apresenta forte imobilidade quando depositado no tecido foliar. 

Dessa maneira, para conseguirmos fornecer este nutriente na quantidade adequada durante o ciclo das culturas, via adubação foliar, recomenda-se o parcelamento das aplicações de Boro durante o desenvolvimento da cultura.

 Porém, essa estratégia aumenta o custo de produção, o manejo logístico da propriedade e requer o cuidado no preparo da calda devido a compatibilidade entre diferentes produtos em mistura. 

Como mencionado anteriormente, muitas das formulações de boro são fontes salinas que podem acarretar fitotoxidade se não aplicadas corretamente. 

Portanto, o principal gargalo da fertilização via solo para boro é a distribuição uniforme de uma pequena quantidade e com segurança.

Vamos falar sobre nutrição inteligente com Boro? 

Que tal poder contar com um produto que entrega duas formas de boro e potássio em um único grânulo, com praticidade na aplicação e que garante disponibilidade de Boro durante todo o ciclo da cultura via solo? 

Através da tecnologia Nutriform®, Aspire® combina uma forma altamente solúvel de boro (Borato de sódio) e outra com solubilidade gradual (borato de cálcio) em um único grânulo garantindo suplementação de boro para as plantas durante todo o ciclo, desde o estádio inicial de desenvolvimento até o reprodutivo.

Entre as vantagens desse método gradativo de liberação, mesmo sob eventos de chuvas mais intensas, o produtor poderá contar com a liberação gradual e garantir a nutrição de boro durante todo o ciclo para sua cultura, garantindo que cada planta receba uma nutrição balanceada com o máximo potencial produtivo.​ 

A aplicação de Aspire® em cobertura pós-emergência apresenta maior eficiência e praticidade operacional. 

Aplicações de boro junto a fungicidas e herbicidas em calda de pulverização acarreta aumento de volume de calda, dificuldades operacionais no preparo da mesma por decantação, possíveis entupimentos de bicos, desuniformidade de aplicação e interferência na performance do dessecante e/ou fungicida. 

Outro diferencial da tecnologia empregada ao Aspire® está na distribuição uniforme de nutrientes. 

Levando-se em consideração as mesmas doses de boro a serem aplicadas por hectare, Aspire® (0,5%) possui dez vezes mais número de grânulos por metro quadrado quando comparado a aplicação de boro granulado (Ulexita, 10%), o que resulta em maior e melhor distribuição do Boro na área, garantido que todas as plantas da lavoura recebam a quantidade adequada de nutrição.

Garanta que sua safra tenha suprimento eficiente e equilibrado de boro e potássio via solo, possibilitando assim, maior desenvolvimento radicular, florescimento e produtividade. 

Aspire® é da Mosaic Fertilizantes. 

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