Muito se fala em efeito residual das adubações em áreas agrícolas, mas pouco se diz quais situações são possíveis para ocorrer este resultado. 

Primeiramente, os solos brasileiros possuem baixa fertilidade natural, devido aos seus processos de formação. Logo, torna-se necessário a utilização da calagem, prática para reduzir a acidez do solo, promovida pelos altos níveis de H+ e Al+3, e elevando o pH para a faixa ideal que é entre 6,0 e 6,5. Além da calagem, as adubações são imprescindíveis para a produção agrícola nos solos tropicais. Vale ressaltar que se deve seguir as tabelas de interpretação dos teores dos resultados das análises de solo da sua região, além de considerar as recomendações que irão atender a demanda nutricional da cultura em questão.

Diante desta premissa, o efeito residual têm-se mostrado em áreas que adotaram um conjunto de práticas conservacionistas, tais como: rotação de culturas, cobertura do solo, não revolvimento do solo, consórcios de culturas, entre outras, por um longo período. Esta estratégia de manejo proporciona condições químicas, físicas e biológicas do solo adequadas, viabilizando inclusive a adubação de sistemas. Entretanto, a adubação de sistemas só é possível em solos com fertilidade construída, ou seja, aqueles solos que apresentam altos teores dos nutrientes e que a adubação visa apenas atender a demanda nutricional de exportação, ou seja, suprir os nutrientes que sairão do sistema solo pelo produto colhido.

Veja também: Um bom planejamento de adubação – Nutrição de Safras

Adubação de sistemas

Visto que a adubação de sistemas é uma estratégia de manejo para maior aproveitamento dos nutrientes e que tem o intuito de adubar o sistema como um todo, as maiores doses de fertilizantes devem ser aplicadas na cultura mais responsiva. O milho cultivado na segunda safra, também conhecido como milho safrinha, atende a este planejamento de adubação, pois suporta doses de adubos acima da sua demanda nutricional, possibilitando a ciclagem de nutrientes e o efeito residual para a cultura subsequente. 

Solos que não apresentam as características que comportam a adubação de sistemas, como é o caso da maioria dos solos agricultáveis brasileiro, não se beneficiam das vantagens deste manejo e muito menos terão efeito residual das adubações. Diante desta realidade, a Mosaic oferece em seu portfólio de produtos de performance com tecnologias exclusivas, o MicroEssentials e o Aspire. O MicroEssentials apresenta Nitrogênio, Fósforo e Enxofre no mesmo grânulo, sendo que o Enxofre se encontra sob duas fontes (liberação imediata e gradual). Desta forma, o MicroEssentials possibilita lavouras homogêneas e o fornecimento de Enxofre ao longo do ciclo da cultura. Já o Aspire apresenta Potássio e Boro, este com liberação rápida e gradual, no mesmo grânulo. Estas características garantem a distribuição uniforme destes nutrientes na área aplicada, além de oferecer o Boro do início ao fim do ciclo da cultura.

Reforçamos que a construção da fertilidade do solo é resultante das práticas agrícolas adotadas na área por um longo período de tempo, e que o manejo do solo interfere na adoção de estratégias de adubação que visam o efeito residual. Sendo assim, o uso dos fertilizantes deve ser realizado de maneira racional, considerando as quantidades de reposição de acordo com os teores dos nutrientes presentes no solo e respeitando a demanda nutricional da cultura. E, somente assim  é possível alcançar a produtividade estimada.

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