O potássio nas plantas é considerado um nutriente essencial para o crescimento. É classificado como macronutriente porque as plantas, durante todo o seu ciclo de vida, absorvem grandes quantidades desse nutriente. A deficiência de potássio deixa a planta mais suscetível a diferentes tipos de estresses (como o déficit hídrico por exemplo) e ao ataque de pragas e doenças. Portanto, o manejo de adubação potássica deve ser eficiente para que o cultivo atinja o seu máximo produtivo. 

Nos acompanhe nessa leitura e conheça um pouco mais sobre esse nutriente tão essencial a todos os cultivos. 

As importantes funções do potássio nas plantas

Diferentemente do nitrogênio (N) e Fósforo (P) que são principalmente necessários para produzir biomassa vegetal, as plantas necessitam de potássio (K) para diferentes funções intracelulares vitais que indiretamente suportam o crescimento e desenvolvimento das plantas como ilustrado na figura abaixo (Figura 1): 

Figura 1. Adaptado de See Wang, M., Zheng, Q., Shen, Q. and Guo, S. (2013). The critical role of potassium in plant stress response.

A principal função bioquímica do potássio é a ativação enzimática. Mais de 50 enzimas são dependentes desse nutriente para sua atividade normal. 

São necessárias altas concentrações de potássio para máxima ativação enzimática dentro da célula. 

Responsável por auxiliar na regulação estomática (abertura e fechamento estomático), controla a saída de água e entrada de CO2 nas células, contribuindo para a atividade fotossintética e demais funções diretamente ligadas a turgescência celular:  regulação de pH intracelular, redução de taxas de transpiração. 

Também está diretamente ligado ao crescimento meristemático justamente por seu papel na turgescência celular. Auxilia na translocação de produtos sintetizados na fotossíntese, aumentando teores de açúcares e garantindo maior qualidade de produtos hortícolas.  

O potássio também confere maior resistência aos tecidos aumentando a espessura da cutícula e da parede celular das plantas, sendo assim, responsável por amenizar os efeitos causados por pragas e doenças.

Quais são os sintomas de deficiência de potássio nas plantas?

A deficiência de potássio nas plantas é causada quando não há materiais adequados contendo potássio suficiente no meio de cultivo (solo). 

Como o potássio é muito solúvel em água, é facilmente movido através do solo por chuvas excessivas ou excesso de água (perda por lixiviação), levando a deficiência. 

Um exemplo clássico de deficiência de potássio em cultivos é a queima das folhas na cultura do milho. Primeiramente, os sintomas surgem nas folhas inferiores, migrando das folhas mais velhas para as mais novas. 

O potássio é facilmente translocado pelos vasos condutores dentro da planta. O amarelecimento foliar até a necrose (morte do tecido) se inicia nas margens externas das folhas no sentido da ponta em direção à base da folha.  

Alguns estudos apontam a putrescina (poliamina) como um biomarcador para revelar deficiência de potássio em plantas.  

Pesquisadores avaliam o crescimento da poliamina sob deficiência de potássio e o aumento de sintomas característicos (como citados acima) muito evidentes. Plantas deficientes em potássio não só apresentam menor resistência a doenças e estresse hídrico, como também, baixa qualidade e produtividade de frutos. 

A seguir, veremos como a deficiência desse nutriente pode acometer o desenvolvimento da cultura e interferir na qualidade final dos produtos hortícolas.

Sintomas de deficiência de potássio na soja

A cultura da soja é altamente sensível à deficiência de potássio impactando fortemente no acúmulo de biomassa, rendimento e qualidade dos grãos. 

Durante o ciclo do cultivo, a deficiência pode ser notada nas fases de crescimento e desenvolvimento das plantas. 

O surgimento de clorose e necrose nas pontas e margens das folhas velhas, são os sintomas iniciais de baixos níveis do nutriente na planta (Figura 2), seguido de queda das mesmas caso não seja realizado o manejo adequado. 

Há também o comprometimento do sistema radicular e redução do desenvolvimento das plantas na lavoura. Plantas com deficiência de potássio produzem grãos pequenos, enrugados, deformados comprometendo a qualidade final.

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Figura 2. Deficiência de potássio observada na cultura da soja. Bordas foliares necróticas. Fonte: Embrapa.

Sintomas de deficiência no milho

 Na cultura do milho, a clorose nas bordas das folhas mais velhas, evoluem para um secamento em direção à nervura central como pode ser observado na (Figura 3). 

Dois grandes impactos da deficiência de potássio acometem a cultura do milho: primeiro, atraso no desenvolvimento e redução do crescimento da planta (colmos e entrenós menores), e o segundo, os grãos e espigas produzidos de menor qualidade quando comparados aos de uma planta com nível adequado de potássio.

Figura 3. Plantas de milho deficientes em potássio (K). O amarelecimento das folhas começa nas margens externas das folhas mais velhas, tornando-se clorótico e necrótico. Fonte: Dlamini (2015).

Qualidade: o manejo do potássio é fundamental para as culturas hortícolas

O potássio é frequentemente referido como o nutriente de “qualidade” para as plantas. 

A qualidade tem muitas características e os aspectos mais importantes dependerão da cultura específica por exemplo: para citros (enchimento de fruto e teores de açúcares).  Para o cultivo do tomate (firmeza e frutos uniformemente vermelhos e ricos em licopeno). 

Os parâmetros de qualidade são específicos para cada cultura e devem ser bem compreendidos para maximizar as prática nutricionais das culturas e a lucratividade no mercado (Figura 4).

Figura 4. Sintomas de deficiência de potássio comprometendo a qualidade dos frutos: 1 – Amadurecimento manchado em tomates. Fonte: New South Wales – Primary Industries – Agriculture, 2010. 2 – Diferença no calibre de frutos. Fonte: Universidade da Flórida, 2019.

Como manejar a sua lavoura?

Sob deficiência de potássio nas plantas, a adubação deve ser realizada de acordo com alguns critérios:

  • Produtividade esperada;
  • Quantidade do nutriente no solo (indicada pela análise de solo);
  • Taxas de extração da solução do solo e exportação para os órgãos produzidos;
  • Eficiência do fertilizante aplicado.

No mercado encontramos fontes de potássio mais utilizadas na adubação potássica. Abaixo, estão descritos os minerais de origem dos fertilizantes potássicos utilizados na agricultura (Tabela 1).

Tabela 1. Minerais de potássio e seus teores equivalentes em peso (%).

Fonte: The industrial Minerals Handbook II, citado por Nascimento e Loureiro (2004).

Como podemos observar na Tabela 1, o mineral com maior teor de K2O é a Silvita, que dá origem ao Cloreto de Potássio (KCl), fertilizante mais utilizado como fonte de adubação potássica nos cultivos agrícolas. 

Atrás do KCl, temos o Sulfato de Potássio e o Nitrato de potássio que também são utilizados como fonte de K2O. 

Em solos com baixos níveis de potássio é viável a adubação potássica corretiva a lanço visando a rápida correção da deficiência. 

Em outras situações, a adubação pode ser feita via sulco de plantio. No entanto é preciso atentar-se para algumas condições antes realizar a adubação: 

  • A fonte de K a ser utilizada;
  • A quantidade do fertilizante;
  • O tipo de solo.

Em casos de altas doses de KCl, recomenda-se parcelar a adubação no plantio e na cobertura (ou pré-plantio e plantio) para plantas anuais e semi-perenes. 

Isso evitará a salinização do espaço em que as raízes irão se desenvolver. A aplicação também poderá ser feita total em cobertura pós-plantio. 

O potássio nas plantas também pode ser aplicado via fertirrigação.  Nesse método são utilizados fertilizantes de maior solubilidade em água.

Leia também: Qualidade do café: por que a nutrição aumenta a lucratividade?

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