O sucesso da produção agrícola, muitas vezes comparada à uma indústria a céu aberto, depende da entrada de insumos como o CO2 e H2O para a produção de carboidratos, gerando O2 como resíduo. A falta de qualquer um dos insumos citados ocasiona quebra de produção, levando a prejuízos imensos ao setor. Pesquisas apontam que a falta de água em períodos críticos do crescimento das plantas contribuem em mais de 70% com a quebra na produtividade. No último relatório divulgado pela Aprosoja Brasil, estimou-se que as perdas devido à seca alcançaram aproximadamente 13,8 milhões de toneladas de soja na safra 2018/2019.

Os levantamento climáticos divulgados pelo Centro Americano de Meteorologia e Oceanografia (NOAA) apontam que o El Niño chegará ao fim no oceano Pacífico e haverá tendência de neutralidade para o próximo verão. Diferentemente do início de 2019, quando a chuva foi irregular no Nordeste, a expectativa é de precipitação bem distribuída nessa região. Por outro lado, tende a ser mais irregular no fim da primavera na região Sul e em partes de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Dada às incertezas climática para a próxima safra, os produtores necessitam adotar práticas que priorizam o aprofundamento do sistema radicular no perfil do solo, mitigando assim os riscos climáticos. O uso de gesso agrícola favorece o aprofundamento das raízes pois supre o solo com cálcio e reduz a toxidez do alumínio nas camadas mais profundas. Dessa maneira, o aumento do volume do solo explorado pelas raízes resulta em maior quantidade de água disponível para as plantas, diminuindo as perdas ocasionadas pelos veranicos cada vez mais intensos e frequentes no nosso país.

 

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