A consolidação do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026 impõe desafios significativos para a safra de verão 2026/27 e a segunda safra de 2027 no Brasil. Proteger o potencial da soja e do milho exige ajustes técnicos antes da semeadura.
A possibilidade de um Super El Niño eleva a necessidade de atenção com a segurança de toda a operação do ciclo agrícola. Superar essa instabilidade exige preparar a fisiologia vegetal via nutrição de precisão.
Estratégias que fortalecem o sistema radicular e otimizam a regulação celular mitigam o estresse abiótico, viabilizando o rendimento e a rentabilidade sob variações hídricas extremas.
Projeções do El Niño para o segundo semestre
O planejamento nutricional para enfrentar o estresse climático exige antecipação. Dados meteorológicos baseados na Nota Técnica Conjunta (INPE/INMET/FUNCEME/CENSIPAM) apontam para os seguintes fatores críticos:
- Mais de 80% de chance de configuração oficial do El Niño no final de 2026, com potencial de evolução para um Super El Niño;
- Aquecimento atípico do Oceano Pacífico Equatorial, alterando padrões de vento e umidade no continente, conforme o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE);
- Alerta antecipado no campo para estruturar o manejo de adubação e bionutrição, blindando as culturas de soja e milho, e preparando o solo para a segunda safra de 2027.
El Niño vs. La Niña: impacto regional nas áreas agrícolas
A dinâmica atmosférica desses dois fenômenos afeta o regime de chuvas e temperaturas de maneiras opostas no território brasileiro. Compreender esse contraste geográfico é importante para direcionar a estratégia de manejo em cada região produtiva:
| Região | Impactos do El Niño (2026) | Impactos da La Niña |
| Sul | Excesso de chuvas, umidade elevada e redução da radiação solar durante a safra. | Secas severas, veranicos prolongados e frentes frias tardias. |
| Centro-Oeste | Chuvas irregulares na transição de safras e elevação acentuada das temperaturas. | Distribuição regular de chuvas, beneficiando a segunda safra. |
| Norte/ Nordeste | Seca severa, redução drástica no volume de chuvas e risco de estresse hídrico. | Chuvas acima da média histórica, favorecendo o desenvolvimento vegetativo. |
Desafios da soja e do milho diante do estresse abiótico
Grandes culturas de verão, como a soja e o milho, possuem exigências metabólicas distintas e intensas. Sob a influência de um possível Super El Niño, o estresse abiótico atinge as culturas de formas diferentes.
A soja, por ter um ciclo reprodutivo dependente do pegamento de flores e vagens, sofre com o abortamento sob calor excessivo; já o milho, com seu rápido crescimento e alta área foliar, tem sua transpiração acelerada sob veranicos, exigindo um controle estomático perfeito para não perder potencial produtivo.
Em ambas, o estresse reduz a fotossíntese e compromete o rendimento final. Para mitigar esses danos, pesquisas de instituições como Embrapa e Esalq/USP evidenciam o papel de nutrientes específicos na defesa das plantas:
- Potássio (K): regulador estomático e osmótico essencial. Sob veranicos, o potássio ajuda a planta a controlar a perda de água por transpiração, otimizando a hidratação dos tecidos.
- Enxofre (S): atua no crescimento radicular e na síntese proteica (essencial para óleo e proteína na soja), melhorando a tolerância ao estresse térmico e hídrico.
- Boro (B): mantém a integridade da parede celular e o crescimento da raiz na soja e no milho, permitindo explorar camadas profundas do solo em busca de água.
Estratégias de mitigação: portfólio Mosaic para alta performance
Superar o El Niño exige nutrição de alta performance que combine adubação mineral protegida e bionutrição. O portfólio Mosaic oferece a sinergia ideal para blindar a fisiologia das culturas e reverter investimentos em produtividade.
Fosfogesso: Preparação do solo e do ambiente radicular
Para mitigar o estresse hídrico causado pelo El Niño, a estratégia começa abaixo da superfície. O uso de Fosfogesso (Gesso Agrícola) é fundamental para a melhoria do ambiente radicular em subsuperfície. Ele atua neutralizando o alumínio tóxico nas camadas mais profundas do solo e fornece cálcio e enxofre. Essa correção permite que a raiz da soja e do milho cresça profunda, acessando água e nutrientes em camadas inferiores do solo, o que ajuda na sobrevivência das plantas durante os veranicos.
BioBlend: Tecnologia e tolerância a estresses abióticos
Como alternativa para potencializar a nutrição mineral, a tecnologia exclusiva BioBlend surge como um grande diferencial, integrando frações ativas de carbono ao fertilizante, em formulações sob medida para a sua lavoura. Essa sinergia química e física melhora as condições do solo, aumentando a retenção de umidade e a disponibilidade de nutrientes, o que resulta em plantas com maior tolerância aos estresses abióticos e com um processo de fotossíntese potencializado.
Bionutrição especializada: O escudo da Mosaic Biosciences
A sinergia nutricional atinge seu ápice com a inserção de produtos biológicos focados em ativação fisiológica. Para proteger a soja e o milho contra as intempéries térmicas e hídricas do El Niño, as soluções de Mosaic Biosciences atuam diretamente no metabolismo vegetal:
- MBio Hidro: atua mantendo raiz e células hidratadas por mais tempo, aumentando significativamente a tolerância da planta à seca e otimizando o uso da água disponível.
- MBio Stimulus: complexo de aminoácidos que atua reduzindo o estresse ambiental e acelerando a recuperação de plantas que passaram por situações de fitotoxicidade ou choque térmico.
- MBio Floresce: melhora o pegamento de flores e o desenvolvimento de vagens (essencial para a soja) e espigas (para o milho), sustentando o potencial produtivo da lavoura sob condições adversas.
Sinergia nutricional: o caminho seguro para a rentabilidade
O planejamento técnico e o manejo nutricional são decisivos diante do El Niño. Ao associar a adubação mineral de performance a biotecnologias, o produtor eleva a resiliência das plantas de soja e milho, transformando o risco climático em oportunidade de produtividade sustentável.
A Mosaic oferece soluções que favorecem o equilíbrio nutricional de forma sustentável. Conte com o suporte de nossos especialistas para planejar o melhor manejo para a safra de verão 2026/27 e segunda safra 2027.
Principais dúvidas sobre o El Niño e as safras de verão e segunda safra
Quando o El Niño chega no Brasil em 2026?
O estabelecimento definitivo do fenômeno El Niño no Brasil está previsto para o segundo semestre de 2026. No entanto, a transição atmosférica e as alterações de vento e umidade começam a influenciar as lavouras logo no início do inverno, exigindo atenção antecipada no manejo de solo e adubação de base para a safra de verão 2026/27.
Vai fazer muito calor em 2026?
Sim, a consolidação do El Niño trará uma tendência de elevação nas temperaturas médias do país ao longo de 2026. No Brasil, o aquecimento será mais perceptível nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Esse estresse térmico, associado à irregularidade de chuvas, eleva a necessidade de potássio para regular a hidratação foliar.
O que esperar de um “Super El Niño”?
Um “Super El Niño” refere-se a um aquecimento extremo no Oceano Pacífico, resultando em desvios climáticos severos e polarizadas. No Brasil, isso se traduz em seca extrema e veranicos prolongados no Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste, em contrapartida a chuvas excessivas no Sul. Diante desse risco, estruturar o solo com condicionadores e bionutrientes é vital para mitigar os prejuízos e manter a estabilidade produtiva.
Qual é a previsão do tempo para a safra 2025/26?
A transição de safras em 2025/26 será marcada por instabilidade e mudança de padrões, consolidando o El Niño no segundo semestre de 2026. Para o produtor, essa oscilação exige um planejamento dinâmico para a safra de verão e a segunda safra de 2027: construir um sistema radicular robusto e profundo logo no plantio é a melhor alternativa para amortecer as flutuações hídricas do ciclo.