Os agricultores estão sempre buscando maneiras de melhorar a produtividade, e o uso do Azospirillum na soja é uma das soluções que tem se destacado, principalmente por ser uma bactéria que promove a fixação biológica de nitrogênio (FBN) e atua no crescimento da planta e aumento a produção.
Mas como o processo acontece? Neste conteúdo, vamos entender melhor sobre como funciona, função e outros detalhes. Acompanhe a leitura até o final!
Como funciona o Azospirillum?
O Azospirillum brasilense é um tipo de bactéria que vive na rizosfera, região ao redor das raízes da planta, e ajuda a capturar nitrogênio do ar, essencial para a formação de proteínas e para o crescimento da planta. Sua interação com a soja acontece de forma natural, favorecendo o crescimento radicular e permitindo que a planta explore melhor os recursos do solo.
Outro ponto importante é que essa bactéria pode atuar em diferentes tipos de solo, garantindo bons resultados mesmo em regiões com menor fertilidade. Isso se deve à capacidade do Azospirillum de estimular a síntese de substâncias benéficas que ajudam no desenvolvimento da planta.
Ao contrário de outras bactérias, ele não forma nódulos nas raízes, mas ainda assim melhora a absorção de nutrientes e fortalece o desenvolvimento da planta.
Qual a função do Azospirillum na soja?
O uso de Azospirillum na soja tem diversos benefícios, que são dois papéis principais, como a solubilização de nutrientes, promoção da FBN e estímulo ao crescimento das raízes.
Isso acontece porque essa bactéria produz hormônios vegetais, capazes de estimular o crescimento das raízes. Com maior volume radicular e alcançando camadas mais profundas do solo, a lavoura se torna mais resistente à condições de estresse.
Outro fator relevante é a capacidade do Azospirillum de aumentar a eficiência do uso de fertilizantes, pois ele tem a capacidade de solubilizar alguns nutrientes, permitindo à planta aproveitar melhor os insumos aplicados, otimizando as aplicações e melhorando o custo-benefício do cultivo.
Qual o benefício para a soja da associação simbiótica com bactérias Bradyrhizobium?
A soja tem uma relação especial com as bactérias Bradyrhizobium, que formam nódulos nas raízes e ajudam na fixação de nitrogênio. Quando combinamos isso com o Azospirillum brasilense, o efeito é ainda melhor, pois, além de promover o crescimento da planta, esse microrganismo é capaz de impulsionar a FBN. Essa prática é conhecida como coinoculação.
Utilizar rizobactérias na lavoura de soja otimiza a disponibilidade de nitrogênio, permitindo um crescimento mais vigoroso da planta, deixando-a mais forte, com maior resistência a condições adversas.
Como potencializar o efeito do Azospirillum na planta?
Recomenda-se associar o uso do Azospirillum a boas práticas de manejo, como o espaçamento adequado entre as plantas e a escolha de cultivares mais resistentes.
O manejo do solo é favorecido pelo uso do microrganismo Azospirillum, que estimula a produção de exsudatos radiculares, substâncias que melhoram a estrutura do solo ao promoverem sua agregação e aumentam a porosidade. Esses efeitos contribuem para maior infiltração e retenção de água, além de criarem condições mais adequadas ao desenvolvimento de microrganismos benéficos.
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