A ureia é o principal fertilizante nitrogenado utilizado pelos agricultores, amplamente reconhecido por sua alta concentração de nitrogênio e boa relação custo-benefício. Sua aplicação é relevante para o desenvolvimento de culturas exigentes em nitrogênio, como milho, trigo, algodão e cana-de-açúcar, contribuindo diretamente para o aumento da produtividade.
Quer aprender mais sobre esse fertilizante e como ele pode ser um aliado no manejo nutricional das culturas buscando aumento de produtividade? Continue a leitura!
O que é e para que serve a ureia?
A ureia (46-00-00) é um fertilizante granulado com alta solubilidade em água e amplamente utilizado na agricultura devido ao seu alto teor de nitrogênio (N). Atualmente, mais de 50% do fertilizante nitrogenado utilizado no mundo é ureia. As culturas exigem o nitrogênio, presente na ureia, mais do que qualquer outro nutriente.
O N é essencial para o crescimento e desenvolvimento das plantas, auxiliando na formação de proteínas, enzimas, clorofila e sendo vital para a divisão celular e multiplicação dos tecidos, promovendo um maior crescimento vegetativo e produtividade das lavouras. Por ser versátil e de fácil manuseio, a ureia ocupa papel central nas estratégias de manejo nutricional adotadas por produtores no mundo todo.
Qual é a composição da ureia?
A composição química da ureia inclui 46% de nitrogênio (N), sendo a fonte de fertilizante sólido mais concentrada desse elemento. Sua fórmula química é CO(NH2)2, sendo este N totalmente na forma amídica, caracterizando-se como um composto orgânico sintético altamente solúvel em água.
Como funciona a ureia na agricultura?
Quando aplicada ao solo, a ureia passa por um processo de hidrólise enzimática pela ação da urease, convertendo-se inicialmente em amônia (NH3) e amônio (NH4+). Esse último é absorvido pelas plantas ou convertido em nitrato (NO3-) por ação de microrganismo, que também será absorvido pelas plantas. Após a aplicação da ureia no solo, fatores como umidade, temperatura do solo, pH e presença de palhada podem influenciar na eficiência da ureia, causando perdas de N por volatilização na forma de amônia (NH3), em média 30% do N aplicado pode ser perdido, com alguns estudos mostrando perdas além de 60%, segundo a Embrapa (2018) e Cassim et al. (2024).
Como aplicar este produto na lavoura?
A aplicação da ureia deve seguir boas práticas agronômicas para evitar perdas por volatilização. Assim, algumas opções são:
- Aplicar antes de chuvas ou realizar irrigação pós-aplicação para incorporação ao solo;
- Incorporar mecanicamente ao solo para reduzir perdas gasosas;
- Usar inibidores de urease para prolongar a disponibilidade do nitrogênio;
- Aplicar no momento adequado do ciclo da cultura para maximizar a absorção.
Quando não é ideal a aplicação de ureia?
A fim de evitar as perdas por volatilização, os especialistas não recomendam aplicar ureia em situações como:
- Solo úmido, após chuvas, e sem previsão de mais chuvas para incorporação, pois a umidade no solo pode aumentar a ação da urease;
- Altas temperaturas, pois aumentam as perdas por volatilização de amônia;
- Solos com pH elevado, onde a conversão para nitrato pode ser prejudicada;
- Em cima de muita palhada, pode acelerar a ação da urease e aumentar as perdas.
O que fazer em caso de exposição à pele e aos olhos?
Em caso de contato com o produto:
- Pele: Lavar imediatamente com água abundante;
- Olhos: Enxaguar com água por pelo menos 15 minutos e procurar assistência médica se houver irritação;
- Inalação: Buscar um local arejado e, se houver dificuldades respiratórias, procurar atendimento médico.
Quais os efeitos colaterais da ureia?
A ureia não é classificada como produto tóxico agudo por via oral. Não é esperado que o produto apresente sensibilização respiratória ou à pele, nem que provoque irritação ocular ou quaisquer danos a órgãos. Mesmo assim, se notar alguma reação diferente no seu corpo ao manusear o produto, procure assistência médica e informe o ocorrido, apresentando a etiqueta ou a FISPQ do produto.
Recomendações de manuseio e armazenamento
Para garantir segurança e eficiência:
- Armazene em locais secos e ventilados, protegidos da umidade;
- Armazenar acima de pallets e com empilhamento máximo de 3 big bags;
- Ao manusear o produto, evite contato direto com ele, utilizando sapatos e vestimentas fechadas além de EPIs como luvas e óculos de proteção.
- Após o uso, lave bem as mãos e armazene os equipamentos de proteção de maneira adequada.
Ureia: a recomendação ideal para a lavoura
A recomendação ideal varia conforme a necessidade de N de cada cultura, expectativa de produção e tipo de solo.
- Aplicação no solo: pode ser incorporado ou aplicado em cobertura, dependendo da cultura;
- Dosagem recomendada: seguir as orientações de um agrônomo ou fabricante, evitando faltas e excessos que possam prejudicar o equilíbrio do solo.
O uso adequado da ureia é fundamental para garantir produtividade e sustentabilidade na agricultura. Assim, um planejamento correto da aplicação evita desperdícios e reduz impactos ambientais.
Perguntas frequentes
Quais benefícios da ureia?
Por ser uma fonte muito concentrada em N (46%), a eficiência operacional de aplicação se destaca como vantagem, além disso é uma fonte com ampla oferta no mercado.
Posso usar a ureia em qualquer cultura?
A maioria das culturas responde bem à ureia, por fornecer o N, que é o nutriente mais demandado pela maioria das plantas, mas a dosagem e o manejo devem ser ajustados conforme as necessidades específicas.
Posso misturar a ureia com outros fertilizantes?
Sim, mas deve-se evitar misturas com fertilizantes que contenham fosfatos ácidos e algumas fontes que contenham enxofre, pois podem reagir e reduzir a eficácia. Observamos incompatibilidades com as fontes DAP, superfosfato simples, superfosfato triplo e algumas fontes de micronutrientes. A equipe de qualidade e comercial da Mosaic te ajudam com as formulações necessárias e controle interno, evitando qualquer risco de incompatibilidade.
Quanto a ureia convencional pode perder por volatilização?
A ureia comum ou convencional pode perder N, na forma de amônia (NH3), por volatilização em média de 30%, com alguns estudos mostrando perdas além de 60%, segundo a Embrapa, 2018 e Cassim et al. 2024.
Qual a diferença entre ureia comum e ureia protegida?
Conforme citamos neste artigo, a ureia comum pode perder grande parte do N por volatilização. Assim, a ureia protegida possui inibidores de urease, que inibem reações específicas, prolongando a disponibilidade do N no solo e aumentando a eficiência da absorção.