sequestro de carbono

Sequestro de carbono: o que é, para que serve e principais estratégias

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O Dióxido de Carbono (CO₂) é o principal gás de efeito estufa, e o aumento de sua concentração na atmosfera é o maior responsável pela aceleração do aquecimento global. Atualmente, o aumento da temperatura média global já se aproxima do limiar crítico de 1,5 °C. Assim, o sequestro de carbono surge como uma estratégia vital para equilibrar o balanço de emissões, permitindo que o CO₂ seja capturado e fixado em reservatórios estáveis, mitigando os impactos das mudanças climáticas.

Neste artigo, você vai compreender mais sobre o sequestro de carbono enquanto estratégia sustentável e descobrir quais são as principais estratégias para aumentá-lo em sua propriedade. Boa leitura!

O que é sequestro de carbono?

Em resposta a esse desafio climático, o sequestro de carbono define-se como o conjunto de mecanismos que removem o CO₂ excedente da atmosfera, fixando-o em reservatórios de longo prazo para impedir que ele contribua com o efeito estufa. Tal processo é a chave para equilibrar o balanço de emissões mencionado anteriormente e ocorre, fundamentalmente, por duas vias principais:

  • Natural, ou via processo biológico: através da fotossíntese, as plantas capturam o CO₂ e o transformam em biomassa estável (folhas, caules e raízes). No contexto, o solo atua como o principal reservatório, onde o carbono orgânico é depositado e mantido por meio de raízes profundas e resíduos vegetais advindos de manejos conservacionistas;
  • Por processos tecnológicos: Envolvem métodos artificiais de captura e armazenamento de carbono, nos quais o gás é filtrado de fontes industriais e injetado em camadas geológicas profundas ou nos oceanos, buscando um armazenamento forçado e permanente. No entanto, a alternativa possui um elevado custo financeiro, o que, atualmente, inviabiliza sua aplicação em larga escala.

Qual é o cenário atual do sequestro de carbono no mundo?

Os dados mais recentes do Global Carbon Project confirmam que o balanço de carbono mundial ainda é deficitário; o mundo emite mais gases de efeito estufa do que é capaz de absorver. Enquanto grandes potências como China (11 G t CO₂), EUA (5 G t CO₂) e UE (2,9 G t CO₂) lideram as emissões globais, o Brasil, com 0,4 G t CO₂, se destaca positivamente.

Para entender a dimensão, 1 G t CO₂ é equivalente a 1 bilhão de toneladas de CO₂. Nesse sentido, o Brasil assume papel de protagonismo nas discussões climáticas devido ao seu potencial de remoção, estimado entre 0,9 e 1,3 G t CO₂/ano (IPCC AR6, 2023; Cerri, 2024).

Ao aliar a preservação de florestas nativas a práticas agrícolas modernas, o país não apenas reduz danos, mas promove a regeneração do solo, consolidando-se como peça-chave na estratégia de descarbonização global.

Quanto 1 hectare sequestra de carbono?

A eficiência do sequestro de carbono é determinada pela interação sinérgica entre o bioma, as características pedológicas (tipo de solo) e o sistema de manejo adotado. Sob práticas de manejo conservacionista, o Brasil apresenta um potencial médio de acúmulo de 0,5 a 1,5 t CO₂/ha/ano e 5 a 10 t CO₂/ha/ano em áreas agrícolas e florestais, respectivamente (Cerri et al., 2024).

Em escala nacional, essa dinâmica projeta um sequestro líquido entre 0,3 e 0,4 G t CO₂/ano, posicionando o setor agropecuário brasileiro como um pilar estratégico para o cumprimento das metas climáticas globais (FAO, 2023; IPCC AR6, 2023).

Quais as principais estratégias para aumentar o sequestro de carbono na propriedade?

A adoção de práticas de manejo influencia diretamente o sequestro de carbono no solo. Entre elas, o Sistema Plantio Direto (SPD) é uma das mais difundidas. Ao evitar o revolvimento do solo e manter a cobertura permanente com palhada, o SPD favorece o acúmulo de carbono pela decomposição dos resíduos e pelo crescimento e exploração do sistema radicular da cultura principal e das plantas de cobertura.

Em áreas tropicais do Cerrado, combinando SPD com diversas rotações de culturas (milheto, crotalária, braquiária etc.), as pesquisas apresentaram um ganho médio de ~1,1 Mg de C/ha/ano, ou seja, algo perto de 4,0 t de CO₂/ha/ano, medido ao longo de 14 anos na camada de 0–30 cm, contra o manejo soja–milho tradicional (Locatelli et al., 2025).

Outro manejo de destaque é a Integração Lavoura‑Pecuária‑Floresta (ILPF), que consegue combinar diversas práticas que somam biomassa aérea (árvores e pasto) com solo e fecham melhor o ciclo de nutrientes. Em um experimento da Embrapa Agrossilvipastoril (MT), o balanço líquido de CO₂ equivalente do sistema ILPF chegou a 39,5 t CO₂e/ha em 4 anos, uma média de ~9,9 t CO₂e/ha/ano. No mesmo estudo, outros arranjos integrados também mostraram saldo negativo de emissões (por exemplo, IPF: 51,3 t CO₂e/ha; ILP: 18,8 t CO₂e/ha) (Walendorff, 2023; Cavalheiro, 2023).

Quais produtos ou iniciativas da Mosaic viabilizam o sequestro de carbono?

A Mosaic aposta em duas frentes que se somam: construção de solo e eficiência no uso de nutrientes. No solo, o destaque é o gesso agrícola (fosfogesso), que aprofunda o sistema radicular, reduz estresse hídrico e aumenta a entrada de carbono via raízes.

Já no manejo nutricional, a empresa defende que fertilizantes mais eficientes são decisivos para descarbonizar a produção agrícola e elevam a produtividade por área (mais palhada e raiz), além de reduzirem emissões ao melhorar a produção.

A linha Performance traduz isso no campo: MicroEssentials (fósforo + enxofre em formas complementares, aplicados de uma só vez) e Aspire (potássio + boro com disponibilidades distintas) entregam nutrientes com constância ao longo do ciclo, evitam janelas de deficiência e ajudam a converter potencial em matéria seca, que vira carbono no solo. Além da linha especial, o Excellen, que apresenta resultados de redução das emissões dos gases de efeito estufa no campo em ~40% em relação aos produtos convencionais.

Fechando o tripé, a empresa com sua linha de produtos de bionutrição, denominada Mosaic Biosciences, oferecendo produtos biológicos integrados ao manejo nutricional. Eles, por sua vez, ativam processos do solo, favorecem a agregação e ampliam a eficiência de N, P e S. O resultado é menos emissões indiretas (menos retrabalho e perdas) e mais carbono retido via raízes e palhada; o portfólio cobre tratamento de sementes e aplicação no sulco, com soluções como: MBio Hidro, MBio Phos, MBio Azo, MBio Brad, MBio Stimilus, MBio Floresce e Refirma Cybelion.

Como iniciativas complementares, a Mosaic firmou parcerias estratégicas para acelerar a adoção da agricultura regenerativa e facilitar o acesso a tecnologias de alto desempenho no campo. Em conjunto com a Cargill, atua no Programa ReSolu, que promove a aplicação de práticas regenerativas na fazenda. Já com o Itaú BBA, estruturou uma operação de ESG risk‑sharing para dividir risco e melhorar as condições de financiamento ao produtor, viabilizando a aquisição de soluções das linhas Performance e Mosaic Biosciences — e, com isso, aumentar a rentabilidade, elevar a eficiência do uso de insumos e reduzir a pegada de carbono por tonelada produzida.

Para entender como funciona a operação de ESG risk‑sharing, resultado da parceria entre a Mosaic e o Itaú BBA, confira a seguir o episódio especial do Podcast Nutrição de Safras, um conteúdo imperdível para quem quer levar sustentabilidade e eficiência financeira para o campo!

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