enxofre no milho - espigas na plantação

Enxofre no milho: qual é a importância do nutriente?

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Categorias: Culturas, Milho

Vale a pena investir em enxofre no milho para a lavoura? A resposta é sim! O enxofre é um macronutriente que desempenha um papel fundamental na planta de milho, contribuindo diretamente para o desenvolvimento e produtividade da cultura. Leia mais a seguir!

Quando falamos em manejo nutricional para plantas, o primeiro pensamento é a aplicação de NPK na lavoura. No entanto, cada vez mais os produtores entendem que precisam realizar um manejo completo, fazendo a reposição de diversos macronutrientes e micronutrientes de acordo com uma análise e recomendação técnica. Dentre esses nutrientes, o enxofre se destaca.

Qual a função do enxofre no milho?

Todo nutriente desempenha um papel fundamental no desenvolvimento das culturas. Dentre os nutrientes, o enxofre se apresenta como um grande aliado da produtividade. Assim, esse nutriente atua em processos fisiológicos, como a constituição de aminoácidos essenciais, como cistina, cisteína e metionina, levando à formação de proteínas que atuam diretamente no processo de desenvolvimento vegetativo e reprodutivo das plantas.

Além disso, o enxofre é componente da tiamina, biotina e coenzima A, que atuam na fixação de nitrogênio pelas plantas e na fotossíntese, favorecendo o aproveitamento do nitrogênio para a cultura do milho. Outra atuação importante do enxofre no milho é a formação de radicais sulfidrilos, que contribuem para diminuir o impacto do estresse que a cultura pode sofrer devido a baixas temperaturas e/ou estresse hídrico.

Qual a necessidade de enxofre exigida pela cultura do milho?

Primeiramente, é importante saber que entendemos as necessidades das culturas através dos estudos realizados para quantificar a extração e exportação de nutrientes das mesmas.

Assim, extração é o nome que se dá a quantidade de nutrientes que a planta precisa para crescer e se tornar produtiva. Por outro lado, a exportação é a quantidade desse mesmo nutriente que contribui para a produtividade e que é removida junto com os grãos, no caso do milho, durante a colheita.

O enxofre é classificado como um macronutriente porque a cultura do milho requer sua aplicação em kg/ha. Trabalhos recentes do NEPAR (Núcleo Estadual Paraná da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo) indicam que, para a cultura do milho, são necessários 2,6 kg de enxofre para produzir uma tonelada de grãos, considerando a exportação.

Ou seja, para cada saco de grãos de milho produzido, são necessários aproximadamente 0,156 kg de enxofre. Dentro desse volume extraído, 1,1 kg por tonelada é exportado. Portanto, mais de 40% do enxofre exigido pela cultura vai junto aos grãos na hora da colheita. Isso nos dá uma percepção da importância do enxofre no milho para alcançar altas produtividades.

Como identificar a deficiência de enxofre no milho?

Entendemos a importância do enxofre para a cultura e sua necessidade para a produção. Agora, vamos falar sobre como a deficiência de enxofre se apresenta na cultura do milho e quais são as consequências dessa deficiência devido ao cultivo intensivo e à falta de reposição adequada dos nutrientes.

Tanto a disponibilidade quanto a deficiência de um nutriente estão diretamente ligadas às suas características de mobilidade no solo e na planta. Isso pode influenciar o comportamento do nutriente e até alterar a forma como o manejamos na adubação. Quando pensamos no enxofre, ele tem alta mobilidade no solo e baixa mobilidade na planta.

A deficiência de enxofre no milho se manifesta de várias formas. Uma delas é a clorose internerval nas folhas mais novas, que ocorre devido à importância do enxofre no processo de fotossíntese e na formação de clorofila. Assim, a clorose se localiza nas folhas mais jovens porque o enxofre é um nutriente de baixa mobilidade na planta, concentrando-se nas folhas mais velhas. Além disso, o enxofre está diretamente ligado à formação de proteínas na planta.

Então, quando o enxofre está em deficiência, o crescimento da planta é comprometido tanto em tamanho quanto em desenvolvimento. Como o enxofre é crucial para a absorção de nitrogênio através da FBN, sua deficiência pode resultar em menor aproveitamento do nitrogênio disponível.

Como aplicar enxofre na cultura do milho?

Para manejar bem o enxofre, é preciso entender sua dinâmica. Embora ele tenha baixa mobilidade dentro da planta, especialmente nas folhas jovens, no solo ele se movimenta com muita facilidade. Por isso, é importante fornecer o enxofre nas doses ideais e durante todo o ciclo da planta. Isso garante que o nutriente seja bem aproveitado e contribua para o desenvolvimento saudável da cultura.

Essa característica de mobilidade se dá pela forma química do enxofre, na forma que as plantas conseguem absorver, SO₄²⁻, que tem alta capacidade de se lixiviar para as camadas mais profundas do solo, ficando longe das principais raízes que captam os nutrientes. Uma estratégia para contornar essa situação é o uso de fertilizantes com diferentes fontes de enxofre.

Deste modo, MicroEssentials contém enxofre na forma de sulfato (SO₄²⁻), que possui alta solubilidade e está disponível para o desenvolvimento inicial da cultura. No mesmo grânulo, há também outra fonte de enxofre na forma de S₀, que tem uma solubilidade um pouco menor, garantindo a distribuição de enxofre do meio para o fim do ciclo da cultura do milho.

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