Co-autor do artigo: ATC Natan Garcia – Mosaic
O sorgo (Sorghum bicolor) tem sua origem no nordeste da África, onde começou a ser cultivado há milhares de anos. Graças à sua adaptação a climas secos, o cereal expandiu-se gradualmente para a Ásia, Europa e Américas, consolidando-se como uma cultura estratégica para a alimentação humana, a ração animal e diversas aplicações industriais. Atualmente, figura entre os cinco cereais mais cultivados no mundo.
No Brasil, o cultivo do sorgo tem ganhado força, impulsionado pela crescente demanda da indústria de alimentação animal, pela produção de biocombustíveis e pelo interesse em ingredientes nutritivos e sustentáveis. O grão tem sido incorporado em diversas receitas, como pães, bolos, biscoitos e bebidas, com destaque para alimentos sem glúten e cervejas especiais.
Como está o mercado de sorgo no Brasil?
O mercado de sorgo no Brasil tem registrado uma expansão contínua. Por ser uma cultura considerada mais “rústica” — resistente à seca e a condições adversas — o sorgo tem se consolidado como uma alternativa viável ao milho na segunda safra, especialmente em regiões com maior risco climático.
Como reflexo desse movimento, a produção de sorgo no ciclo 2022/2023 cresceu 53% em relação ao ano anterior. E, segundo analistas de mercado, a tendência é de crescimento contínuo da área cultivada nos próximos anos, reforçando o papel do sorgo como uma cultura promissora para o agronegócio brasileiro.
Quais são as principais regiões produtoras de sorgo?
No Brasil, o cultivo de sorgo se concentra principalmente nos estados de Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul, que lideram a produção tanto de grãos quanto de silagem. Essas regiões se beneficiam de condições favoráveis de solo e clima, além de infraestrutura consolidada para escoamento e beneficiamento da matéria-prima.
De acordo com estudos da Embrapa e levantamentos da Conab, o chamado “cinturão do sorgo” brasileiro continua em expansão, impulsionado pela demanda por rações, bioenergia, produção de etanol e alimentos sem glúten.
Qual é o preço médio da saca de sorgo?
O preço médio da saca de sorgo (60 kg) no Brasil varia conforme a região, refletindo as condições locais de oferta, demanda e logística. Os valores oscilam entre R$ 45 e R$ 52, com picos próximos de R$ 61 em locais como Rio do Sul (SC) e valores mínimos de R$ 37,50 no Oeste da Bahia. No Triângulo Mineiro, o valor gira em torno de R$ 45,00 (dados de 11/08/2025).
Como usá-lo no agronegócio e na indústria?
Na alimentação animal, o sorgo pode substituir parcial ou totalmente o milho em rações, oferecendo valor energético semelhante e custo competitivo. O sorgo forrageiro é cultivado para produção de silagem de alta qualidade, sendo estratégico em regiões sujeitas à seca. Ele também participa de sistemas de rotação de culturas e integração lavoura-pecuária, contribuindo para a conservação do solo e diversificação produtiva.
Na indústria, o sorgo sacarino fornece caldo rico em açúcares fermentáveis, utilizado na produção de etanol. O sorgo biomassa oferece matéria-prima para geração de energia térmica ou elétrica, sendo uma alternativa sustentável.
Na indústria alimentícia, variedades específicas de sorgo são processadas para produzir farinhas, pães, biscoitos e bebidas, com destaque para alimentos sem glúten e cervejas especiais.
Oportunidades e desafios na expansão do mercado de sorgo
Uma das principais oportunidades está na capacidade do sorgo de se desenvolver em condições adversas, como altas temperaturas e restrição hídrica. Essa característica confere à cultura grande valor estratégico em sistemas de rotação e sucessão de culturas. Em situações em que a colheita da soja sofre atrasos e inviabiliza o cultivo do milho safrinha dentro da janela ideal, o sorgo se apresenta como alternativa viável.
Entre os maiores desafios, destaca-se a necessidade de maior disseminação de conhecimento técnico e adoção de boas práticas de manejo. A ampliação e o incremento em pesquisas sobre híbridos adaptados e o aprofundamento de estudos relacionados a espaçamento e população de plantas por hectare são fundamentais para que a cultura atinja seu potencial máximo.
Adubação ideal para aumentar a produtividade da lavoura de sorgo
O sorgo é cerca de 59% mais eficiente no uso da água que o milho para produção de grãos. No entanto, essa rusticidade não deve ser confundida com tolerância à baixa fertilidade. A cultura é nutricionalmente exigente e apresenta respostas significativas quando manejada de forma adequada.
Para alcançar altos patamares produtivos, é essencial fornecer quantidades equilibradas de NPK, além de considerar os macronutrientes secundários (enxofre, magnésio e cálcio) e os micronutrientes. Conforme o boletim da 5ª Aproximação, para uma produtividade em torno de 6 t/ha de sorgo granífero, são recomendados aproximadamente 100 kg de nitrogênio ao longo do ciclo, além de 40 a 80 kg de P₂O₅ e 40 a 70 kg de K₂O, ajustados conforme a análise de solo.
As tecnologias da Mosaic oferecem ao sorgo uma nutrição mais eficiente e equilibrada:
- MicroEssentials: fornece fósforo de alta solubilidade, duas fontes de enxofre (liberação imediata e gradual) e nitrogênio amoniacal;
- Aspire: fornece cloreto de potássio e duas fontes de boro (borato de sódio e borato de cálcio);
- Ureia Excellen: assegura maior eficiência no fornecimento de nitrogênio e menos perdas devido à proteção com NBPT.
Em conjunto, essas soluções otimizam o desenvolvimento da cultura e aumentam seu potencial produtivo. Quer conhecer mais sobre o cultivo de sorgo? Baixe o manual técnico gratuitamente!